Guarda compartilhada de pets é aprovada no Senado: entenda o que pode mudar
A discussão sobre quem fica com o animal de estimação após o fim de um relacionamento ganhou um importante avanço jurídico no Brasil.
O Senado aprovou o Projeto de Lei 941/2024, que prevê a possibilidade de guarda compartilhada de pets em casos de separação, reforçando o conceito de família multiespécie e trazendo maior segurança jurídica para tutores e animais.
A proposta agora segue para sanção presidencial.
O que é guarda compartilhada de pets?
A guarda compartilhada de animais de estimação permite que ambos os tutores continuem convivendo e participando da rotina do pet após o término da relação.
Na prática, isso pode incluir:
- divisão do tempo de convivência;
- compartilhamento de despesas;
- definição de responsabilidades;
- decisões sobre saúde e bem-estar do animal.
O principal objetivo é preservar a qualidade de vida do pet e respeitar os vínculos afetivos construídos ao longo da convivência familiar.
Como o juiz poderá decidir?
Quando não houver acordo entre as partes, o juiz poderá analisar diversos fatores para definir a guarda do animal, como:
- ambiente mais adequado;
- disponibilidade de tempo;
- capacidade financeira;
- histórico de cuidados;
- vínculo afetivo;
- bem-estar do animal.
O projeto reconhece que os animais possuem importância emocional dentro da estrutura familiar contemporânea.
Quem paga as despesas do pet?
Segundo a proposta, despesas do cotidiano poderão ser assumidas por quem estiver com o animal naquele período.
Já gastos maiores — como consultas veterinárias, cirurgias, medicamentos e tratamentos — poderão ser divididos entre os tutores.
Quando a guarda compartilhada não será permitida?
A proposta estabelece limitações importantes.
Não haverá guarda compartilhada em situações que envolvam:
- violência doméstica;
- maus-tratos contra animais;
- risco à integridade física ou emocional.
Nesses casos, a proteção do animal e da vítima deve prevalecer.
Família multiespécie: uma realidade reconhecida pelo Direito
O conceito de família multiespécie vem ganhando espaço no Direito de Família brasileiro.
Hoje, muitos tribunais já reconhecem o forte vínculo emocional existente entre tutores e seus animais de estimação, especialmente em disputas relacionadas à guarda de cães e gatos após separações.
A aprovação do PL 941/2024 reforça essa evolução jurídica e social.
A importância do acompanhamento jurídico
Questões envolvendo guarda de pets podem gerar conflitos emocionais e jurídicos complexos.
Por isso, contar com orientação especializada em Direito de Família é essencial para garantir decisões mais equilibradas e seguras.
A Keitty Machado Advocacia atua de forma estratégica e humanizada em demandas familiares, sempre priorizando soluções jurídicas eficientes e sensíveis às particularidades de cada caso.
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